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Democratização da Cerveja Artesanal

Atualizado: 4 de out. de 2023

Durante a Semana da Cerveja Brasileira, o #ABRAOSTRABALHOS conversou com os representantes das cervejarias Das Bier, Borck e Equilibrew sobre o movimento de socialização das artesanais


A 14ª edição do festival reuniu comunidades cervejeiras de quase todos os estados brasileiros. (foto: Bruno Laurindo)

A Semana da Cerveja Brasileira 2023 chegou ao fim há quase 1 mês e deixou muitos cervejeiros com um gostinho de quero mais. O evento, que aconteceu entre os dias 05 e 11 de março, fez do Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC), o maior espaço cervejeiro do Brasil e serviu para fortalecer ainda mais a comunidade da cerveja artesanal.


Os setores 1, 2 e 3 ficaram lotados. Foi no setor 1 que o público pôde acompanhar a 7ª Feira Brasileira da Cerveja e a 2ª edição do Congresso Internacional da Cerveja (Conib). Dos seis eventos, três deles foram realizados em locais diferentes. O Plenário da Câmara Municipal de Blumenau recebeu a 1ª Conferência Internacional de Concursos de Cervejas; o restaurante Moinho do Vale sediou a 2ª edição da Comenda da Cerveja Brasileira; e o Don Concept Hall foi o local escolhido para a realização do 11° Concurso da Cerveja Brasileira.


Entre os seis eventos esperados dentro da Semana da Cerveja, estava o Festival Brasileiro da Cerveja que ocorreu no setor 2 e 3 do Parque Vila Germânica. Em sua 14ª edição, o festival reuniu comunidades cervejeiras de quase todos os estados do Brasil. Percebe-se que a potência desse mercado encontra-se nas regiões Sul e Sudeste do país, isso explica o domínio, principalmente, dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.


Durante os dias de festival, um dos assuntos abordados por quase toda a comunidade foi a democratização da cerveja artesanal. Entende-se que democratizar a cerveja artesanal é fazer com que o produto chegue a lugares onde não há consumo. É fazer com que o chope seja entregue, ao consumidor final, com qualidade e preço justo, fortalecendo as microcervejarias e aquecendo a economia regional/local.


Larissa Schmitt, diretora da cervejaria Das Bier acredita que a cerveja comercial já é bem democratizada. Para ela, o que precisa ser trabalhado é a comunicação da cerveja artesanal. “Você acha cerveja em qualquer canto. Mas o que falta realmente é a gente conseguir transmitir isso, comunicar, fazer com que as pessoas entendam que a cerveja artesanal tem muito mais valor do que uma cerveja comercial”, disse. Entrevista completa no YouTube.



A Larissa enxerga que a concorrência entre as cervejarias artesanais é sadia, mas que a disputa é bem acirrada e válida para o crescimento do mercado cervejeiro artesanal. Para que isso aconteça, a diretora da Das Bier concorda que ter um corpo técnico qualificado nos concursos traz mais seriedade para o mercado cervejeiro artesanal nacional.


“Ampliar o número de jurados e suas nacionalidades, traz muito mais credibilidade pra gente”, diz. “A gente se inscreve nos concursos não só para ganhar medalha. Óbvio que a medalha é a cereja do bolo, mas os jurados sempre passam um feedback que nos ajuda a melhorar nossas cervejas para o próximo ano”, revela. “Esse tipo de avaliação é super importante. Muitas vezes vale se inscrever pelo feedback dos jurados”, reforçou Larissa Schmitt que atualmente assumiu a presidência do Vale da Cerveja.


"Estamos pensando em um modelo de negócio que possa levar as cervejas artesanais para um público maior". (foto: Bruno Laurindo)

Com o mesmo ponto de vista da diretora da Das Bier, Michelle Borck vê essa credibilidade importante para fomentar cada vez mais a popularidade da cerveja artesanal no Brasil. Mesmo assim, a diretora da cervejaria Borck diz que é preciso muita dedicação.


“A gente precisa trabalhar muito para levar a cerveja artesanal a um público maior", declara. "A gente tem hoje 98% do público que bebem cervejas que são das grandes marcas. Ou seja, esse público da cerveja artesanal ainda é muito pequeno", completa.


Com o mercado em franco crescimento e representando uma oportunidade de negócio, a cerveja artesanal ocupa somente 2% do mercado cervejeiro no Brasil. Daniel Bettio, cervejeiro na Equilibrew, acha sensacional todo esse movimento de democratização. Para ele, ter mais contato com estabelecimentos de outros Estados, como por exemplo: São Paulo e Minas Gerais, e acesso frequente a outras regiões do país, ajudaria muito para a expansão da marca, não só da sua própria cervejaria, mas também de outras artesanais.


"A gente quer ter acesso, saber das novidades, saber que há uma tap house, um bar, uma cervejeira com diversas torneiras, com nomes diferentes", afirma. "Seria muito legal ter a nossa marca nesses locais, expandido para outros Estados. Essa luta de popularizar as artesanais tem tudo para dar certo. Essa iniciativa vai ajudar a fomentar, cada vez mais, o mercado cervejeiro e as microcervejarias", reforçou o cervejeiro.


"Os números desse ano do Concurso Brasileiro da Cerveja revelaram que dos 27 estados brasileiros, 26 enviaram amostras de cervejas. Ou seja, as microcervejarias estão se profissionalizando cada vez mais”. (foto: Bruno Laurindo)

Develon da Rocha também deu sua opinião. Para o presidente da ABLUTEC (organizadora da Semana da Cerveja Brasileira), a comunidade cervejeira precisa se unir cada vez mais. “A democratização da cerveja artesanal é muito importante no mercado brasileiro. Isso precisa continuar com a ajuda de toda a comunidade - as cervejarias, a indústria, e o comércio. A gente sabe que o trabalho não pode parar”, finalizou.






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