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Mercado cervejeiro capixaba ocupa a sétima posição por Unidade da Federação

Dados do Anuário da Cerveja 2021 mostram que o Espírito Santo teve um crescimento médio ao longo de cinco anos


por Bruno Laurindo

Reunião do chope em Vitória: com 57 cervejarias registradas no MAPA, os capixabas tiveram um crescimento médio anual de 53,5%. (foto: Bruno Laurindo)

O setor cervejeiro é um dos mais tradicionais do Brasil e tem ampla capilaridade de estar presente em todas as cidades do país. Em uma cadeia que vai do agronegócio ao pequeno varejo, este setor passa pelos principais mercados como embala­gens, logística, maquinário, construção civil, entre outros.


De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Brasil tem a terceira maior produção de cerveja no mundo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), o mercado cervejeiro brasileiro vendeu 14,8% bilhões de litros de cerveja em 2021, reportando um valor agregado à atividade econômica do país de R$180 bilhões, representando 2,1% do PIB nacional. O Anuário da Cerveja 2021 revela que entre as 10 unidades da federação com o maior número de cervejarias registradas, as sete primeiras posições são ocupadas pelos estados que compõem as regiões Sul e Sudeste do país.


Dados do relatório informam que o Espírito Santo teve um crescimento médio ao longo de cinco anos, ficando atrás de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. Por Unidade da Federação, os capixabas ocupam a sétima posição com 57 cervejarias registradas. Em 2021, de acordo com o 2º Censo Cervejarias Independentes Brasileiras, realizado pelo Sebrae, foram abertas 30 novos estabelecimentos no Espírito Santo.


Conforme o MAPA, durante cinco anos, o território teve um crescimento médio anual de 53,5% no período. Vila Velha é a cidade mais bem colocada. O município está na 19ª colocação, apresentando um total de 10 cervejarias. O Espírito Santo também é a unidade federativa que ocupa a sétima posição com 1.455 marcas registradas.


“Estamos muito animados com a performance do mercado cervejeiro capixaba. Nosso estado tem se destacado muito, tanto na questão do crescimento quanto em ações integradas”, afirma Zé Olavo, um dos diretores da Associação das Indústrias de Cervejas Artesanais do Espírito Santo (AICERVA/ES).


De acordo com Zé Olavo, por meio da AICERVA, tornou-se possível desenvolver ações como, por exemplo, a Copa Capixaba de Cervejas Artesanais e o Circuito Capixaba de Cervejas Artesanais. “Estamos tendo apoio do Governo Estadual e de vários municípios capixabas. Um exemplo disso é o Polo de Cervejas Artesanais que a Prefeitura de Viana lançou”, lembra o diretor.



1° Polo Cervejeiro ES


Viana está de olho no crescimento do mercado cervejeiro no Espírito Santo. O município, que possui 78.239 habitantes e está localizado na região metropolitana da Grande Vitória, vai construir o primeiro Polo Cervejeiro Capixaba. Nele, serão desenvolvidas ações para atrair cervejarias para a região. Segundo Zé Olavo, ações como: isenção de todos os impostos municipais, fundo garantidor municipal, isenção de todas as taxas municipais, financiamento compra terreno, financiamento junto ao Bandes e Escola Cervejeira, estão na pauta. “É o primeiro Polo Municipal de Cervejas do Brasil! Tudo isso nos deixa animados e com uma expectativa de crescer cada vez mais”, comemora.


Lançamento do Polo de Cervejarias Artesanais de Viana realizado na Else Beer. (foto: Bruno Laurindo)

De acordo com o Prefeito do município, Wanderson Bueno, Viana já conta com um campo público de plantação de lúpulo e agora, com a construção do Polo Cervejeiro, terá um Centro de Formação Profissional para formar mão de obra especializada para a produção de cervejas artesanais. “O objetivo da implantação do Polo Cervejeiro é aquecer a economia da cidade, gerando mais empregos e arrecadação por meio do turismo de experiência”, disse.



Tecnologia Cervejeira


O Espírito Santo também se destaca no segmento da inovação e tecnologia cervejeira. Para fomentar ainda mais o mercado, levando a cerveja artesanal a lugares onde o consumo é baixo, a MeuChope.com - startup de tecnologia que produz válvulas para autos serviços - quer democratizar o chope facilitando o acesso para o consumidor final.


No seu primeiro festival, a MeuChope disponibilizou um paredão de 30 metros e ofereceu 60 torneira autônomas com tecnologia embarcada. (foto: Bruno Laurindo)

A startup oferece equipamentos para autosserviços, utilizando torneiras 100% autônomas, em parceria com várias cervejas capixabas. Neste caso, o cliente retira o chope escolhido, por meio de QRCode ou app, utilizando o smartphone; o pagamento é via Pix, Picpay ou cartão de crédito.


Para o CEO da MeuChope, Augusto Sato, o objetivo é promover as microcervejarias e democratizar o consumo de chope no Espírito Santo e no Brasil. “O que a gente faz é vender direto da fábrica para o consumidor local, fortalecendo, cada vez mais, as microcervejarias; além de eliminar o estigma de que cerveja artesanal é uma bebida cara”, explica o empresário.


Leandro Spaniol, Gerente de Marketing na empresa paranaense Zero Grau, entende que esse tipo de autosserviços oferecido pela MeuChope é uma opção essencial quando o assunto é venda, pois há uma redução de custos e uma melhor qualidade no serviço. “É um equipamento automatizado que está ali vendendo 24h por dia”, reforça. “Se o cliente quer provar vários chopes, o sistema, por meio das torneiras autônomas, consegue oferecer inúmeros estilos. Isso é muito legal!”, finaliza Spaniol.


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