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No 3º maior polo cervejeiro do mundo, 2% para as artesanais é muito pouco

Da Suméria à contemporaneidade, cerveja tem acompanhado confraternizações, das pequenas e familiares às grandes, de caráter global


Foto: Bruno Laurindo

Uma grande reviravolta surpreendeu os cervejeiros ao redor do mundo recentemente: a proibição do consumo da bebida no Catar durante os jogos da Copa do Mundo. A medida, obviamente, não foi muito popular e muitas pessoas ficaram chateadas com a decisão. Afinal, a cerveja é, sem sombra de dúvidas, uma das bebidas mais famosas do mundo inteiro. Do botequim raiz a grandes festivais, do happy com os colegas de trabalho ao churrasco na casa da sogra, do rolê com os amigos a um encontro a dois mais descontraído, a boa e velha cervejinha é sempre a convidada de honra.


E quando digo velha, é velha mesmo. Historiadores apontam, por exemplo, que desde 2.100 A.C. povos da Suméria divertiam-se com bebidas fermentadas à base de cereais. Muito provavelmente, estes são os primeiros registros históricos do que hoje conhecemos como cerveja artesanal ou chope.


Dando um salto histórico, em solo canarinho, a bebida desembarcou junto à Companhia das Índias Orientais, em cerca de 1640, quando Maurício de Nassau trouxe o cervejeiro Dirk Dicx em seu navio. Desde então, a cerveja faz parte do DNA brasileiro. Caminhando um pouco mais para frente, o cientista francês Louis Pasteur transformou o mercado da bebida em 1860, com a técnica da pasteurização, que aumenta a vida útil do famoso suco de cevada, permitindo o engarrafamento e venda em grande escala, muito similar com o que vemos até hoje.


Muita água rolou desde então e, atualmente, o Brasil é o terceiro maior polo cervejeiro do mundo, com um faturamento de R$ 180 bilhões – equivalente a 2,1% de seu PIB –, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Contudo, para quem acredita no consumo de qualidade, é aí que se revela a importância do artesanal.


Mas há um porém quando falamos do pequeno produtor artesanal: eles representam apenas 2% do segmento cervejeiro nacional, ou seja, é uma participação muito restrita. Em um país onde o consumo de cerveja é tão evidente, é preciso que as empresas abracem mais a ideia e incentivem os micro e pequenos cervejeiros.


Com um mercado que registrou um crescimento de quase 20% nos últimos anos, os chopes representam uma oportunidade de negócio gigante. Isso porque o produto tem suas vantagens: personalização de rótulos, possuem sua própria identidade e melhor qualidade das matérias-primas, uma vez que é produzido em menor escala e não passa pela pasteurização – processo que elimina microorganismos por meio de temperaturas elevadas e, consequentemente, altera o sabor e tira muitos de seus nutrientes.


Além do controle de qualidade, a regionalização é outro ponto importante para fomentar e democratizar o alcance da cerveja artesanal. Dados do Anuário da Cerveja 2021 revelaram que o país tem mais de 1.500 produtores licenciados, sem contar aqueles que produzem na panela de forma “cigana”. O Sul e Sudeste concentram a maioria delas, mas existe uma tendência de aumento em todo o país.


A realidade é que o chope no Brasil é mais fresco e rico em nutrientes e sabor do que a cerveja industrial. Essa é a verdadeira razão pela qual as pessoas estão descobrindo o prazer de apreciar uma cerveja artesanal, visto que consumir um produto com qualidade e história agrega muito mais em suas vidas. Um brinde a isso!


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